Mãe e filha só puderam se conhecer duas semanas depois do parto, quando os exames comprovaram que a mulher já não tinha mais o vírus. E o encontro foi emocionante A história de Angela Primackenko, uma terapeuta respiratória americana de 27 anos, tem sido descrita por ela mesma como um “milagre”.
No fim de março, faltando apenas algumas semanas para dar à luz, ela foi internada em um hospital. Tinha sintomas de Covid-19 e testou positivo para a doença, apesar de ter passado várias semanas em quarentena e tomado todas as medidas preventivas para, sobretudo, não comprometer sua gestação.
Entretanto, o estado de saúde de Angela piorou rapidamente e ela teve que ser transferida para a UTI. O coma precisou ser induzido para que ela pudesse ser conectada ao respirador e salvaguardar sua vida e a de sua filha. Por medida de segurança os médicos resolveram fazer o parto enquanto Angela estava em coma. A menininha foi batizada de Ava, que quer dizer “alento de vida”.
Mesmo depois de sair do coma e do respirador, Angela não podia conhecer nem pegar a filha no colo e abraçá-la (como fazem todas as mães), pois ela ainda estava com o vírus.
Seu esposo e as enfermeiras mostravam fotos de Ava, que, por ser prematura e por todas as circunstâncias do nascimento, ficou na UTI neonatal.
Depois de pouco mais de duas semanas, vários exames comprovaram que a mulher já não tinha mais o vírus. Finalmente Angela poderia abraçar seu pequeno milagre pela primeira vez.
A emoção do momento foi compartilhada no Instagram, onde os familiares, amigos e outras pessoas sensibilizadas com a história, se uniram em oração por este tão sonhado encontro. E foi emocionante, como mostram as fotos publicadas pela mãe radiante de alegria.
Agora, mãe e filha já estão em casa. Em um post no Instagram, Angela compartilhou: “As últimas semanas foram cheias de mudanças inesperadas na minha vida… sinto que poderia escrever um livro, mas esta noite quero dizer que a vida é boa e que é preciso encontrar o bom a cada dia”.